“Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade: é a natureza da sua origem que a julga.”
“Quase tudo o que é grave é difícil; e tudo é grave.”
“Começará o tempo de outras interpretações, e não ficará palavra sobre palavra, e todo sentido se dispersará como as nuvens e se precipitará como água.”
“O medo de que um pequeno fio de lã que se destaca da bainha do cobertor seja duro, duro e afiado como uma agulha de aço; o medo de que esse botãozinho de meu camisolão seja maior do que minha cabeça, grande e pesado; o medo de que esse farelinho de pão que agora cai da minha cama seja de vidro e se espatife no chão, e a preocupação opressiva de que com ele tudo, realmente tudo, esteja quebrado para sempre; o medo de que a tira rasgada do canto de um envelope seja algo proibido, que ninguém deveria ver, algo indescritivelmente precioso, para o qual não há no quarto lugar seguro o bastante; o medo de que ao pegar no sono eu engula o pedaço de carvão jogado diante do fogão; o medo de que um número qualquer comece a crescer em minha cabeça até que não tenha mais espaço dentro de mim; o medo de estar deitado sobre granito, granito cinza; o medo de que eu pudesse gritar e que as pessoas se aglomerassem diante da minha porta e acabassem por arrombá-la, o medo de que eu pudesse me trair e dizer tudo aquilo de que tenho medo, e o medo de que não pudesse dizer nada porque tudo é indizível – e os outros medos... Os medos.”
“Na vida não há classes para iniciantes; o que se exige de uma pessoa logo é sempre o mais difícil.”


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