segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vladimir Nabokov (1899-1977) - escritor russo


“Não sei se alguém observou que uma das principais características da vida é o fato de que ela exige um invólucro. A menos que uma película de carne nos envolva, morremos. O homem só existe na medida em que está separado daquilo que o circunda. O crânio é o capacete de um astronauta: mantém-te dentro dele ou morrerás. Morrer é despojar-se, a morte é comunhão. Pode ser maravilhoso mesclar-se à paisagem, mas fazê-lo significa o fim do tenro ego.”


“Algumas pessoas – entre as quais me incluo – odeiam os finais felizes. Sentimo-nos ludibriados. O infortúnio é a regra, as engrenagens do destino aziago nunca deveriam ficar emperradas. A avalanche que se detém alguns metros acima da aldeia acocorada comete um atentado não só contra a natureza, mas também contra a ética.”

“Esta neblina é uma montanha e esta montanha deve ser conquistada.”

“A solidão é o parque de diversões de satã.”

“Quando a vida caminha mais lentamente, a gente repara nas coisas secundárias.”

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